sábado, 18 de janeiro de 2014

12 YEARS A SLAVE by Steve McQueen (Oscars 1/9)

Considerado um dos favoritos do ano às diversas corridas a prémios cinematográficos, 12 YEARS A SLAVE foi o filme com que inaugurei o meu "round 2014" de 'avaliação' dos 9 candidatos aos Oscars, mesmo antes de serem anunciados os nomeados, uma vez que era um mais que certo candidato.

Foi Steve McQueen que, com "SHAME", verdadeiramente me apresentou aquele que é um dos meus atores favoritos da atualidade (como já tive oportunidade de referenciar num anterior post): MICHAEL FASSBENDER - que por sinal colaborou com o realizador em todas as suas 3 longas-metragens ("Hunger", "Shame" e agora também em "12 Years A Slave"). Serve isto para dizer que foi Ele o primeiro dos ingredientes de "12 Years A Slave" a cativar a minha maior atenção. 


Contudo, seria demasiado redutor, e até mesmo injusto, circunscrever "12 Years a Slave" à (diga-se desde já Magistral!) prestação de Michael Fassbender enquanto um transtornado e perverso proprietário de escravos. 

O argumento do filme é uma adaptação da obra auto-biográfica de Solomon Northup, um norte-americano negro, nascido livre mas que acaba por, ingenuamente, ser arrastado para o horror, à altura ainda não extinto, da Escravatura, no qual (sobre)vive durante 12 longos anos. Assim, e tal como em "Hunger" (salvo as incontestáveis diferenças espacio-temporais) Steve McQueen não nos deixar esquecer um período histórico perpetuadamente 'digno' de "Vergonha". E consegue-o através de uma realização que não permite ao espectador "fugir" da angústia que, apesar de não corromper Solomon, é a verdadeira protagonista desta história, pois para além de estar naturalmente presente naqueles que são brutalmente escravizados (referência aqui para Chiwetel Ejofor e Lupita Nyong'o - merecidamente reconhecidos com nomeações para a respetivas categorias de Melhor Ator Principal e Melhor Atriz Secundária), percebe-mo-la também nos próprios perpetradores, perante um escravo que, para seu desespero, "will not fall into despair" - e aqui Fassbender e Paul Dano são o seu reflexo mais que perfeito. 



E, depois de "presos" a todo um perturbante desenrolar de 12 anos de escravatura -  brilhantemente concentrados em pouco mais de 2 horas de filme - é impossível não nos deixarmos comover por um desfecho de reencontro, repleto de emoção e de uma quase que incompreensível culpa.

Com todos estes indicadores, 12 YEARS A SLAVE é, claramente, um dos filmes do ano e talvez um dos mais fortes candidatos a vencer a principal estatueta de "Melhor Filme", entretanto já galardoado com o Golden Globe para "Melhor Filme Drama", sobretudo se pensarmos que as nomeações conseguidas pelo elenco (Ejofor, Nyong'o e Fassbender) bem como pelo próprio realizador (McQueen) muito provavelmente verão fugir as "suas" ambicionadas estatuetas para concorrentes fortíssimos (de realçar aqui os já esperados 'duelos' Jared Leto vs. Michael Fassbender; Jennifer Lawrence vs. Lupita Nyong'o e Alfonso Cuarón vs. Steve McQueen). Os Golden Globes não sorriram aos candidatos de 12 Years A Slave. Já nos Critics' Choice Awards e nos SAG Awards, apenas Lupita Nyong'o viu a sua interpretação reconhecida com os prémios na categoria de "Melhor Atriz Co-adjuvante"


Ainda assim, permanecerei teimosamente na torcida "Fassbender" para, na possibilidade de ser ele aquele que é por norma o primeiro vencedor anunciado, poder ser presenteada com um seu ainda mais arrebatador sorriso! 
Oh, what a KILLER smile... =)

Sem comentários:

Enviar um comentário